Nuvem

tu dizes chuva
eu digo chuva
quando a chuva cai
sobre a pedra
onde me sento
e meu coração dentro
que de pedra sai
tu passas
nuvem
eu passo
o tempo congelado
no momento
e se te fores
meu coração embora
nunca se vá
o gelo que fora
só vê do sol
os teus contornos
raiando o calor
da minha ilusão

2018-02-28

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Poesia | Tags , , , , , | Deixe o seu comentário

Minha felicidade

minha felicidade
encontro quando te busco
por qualquer canto de mim
e descubro sem surpresa
o encanto sempre tido

florescência dos sentidos
de novos tempos havidos
tudo me dás de caminho
amor
sentindo me acho em ti

2018-02-28

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Poesia | Tags , , , , , | Deixe o seu comentário

Desgoverno

há gente que se governa
enquanto
há gente que diz:governa

2018-02-27

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Aforismos, Microcontos | Tags | Deixe o seu comentário

A rotina do amor

são passeios repetidos por onde passo
e a indiferença dos néons
ainda cintila por meus vãos
rotina de sempre
teus gestos lentos
meu arranha céus amor
de meu destino

há quanto tempo meu amor
estás sempre em campo
e carregas meus hábitos de não ter luas
nos escombros sombrios
de dias duros

há quantas ousadias atrás
deixaste as estrelas a sós
e enveredaste no rasto
de um abraço
teu traço das minhas rotas
sempre iguais

meu amor permanece
na dúvida das horas normais
no hábito que padece
segue
sequer espera
pelas auroras boreais

2018-01-29

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Poesia | Tags , , , , | Deixe o seu comentário

De boca em boca

se abres a boca antes de abrir a mente
somente
tu não sabes
que silêncios há por abrir

vês
choram as flores que se abrem ao orvalho
mas não quando jazem
em teus olhos tardios
por florir

que a palavra não te saia
como aos ouvidos entrou
em todo o céu há línguas
de lábios por traduzir

sabes
a razão é da tua espécie
tua natureza de ser chão
e palavra por se descobrir

2018-01-29

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Poesia | Tags , , , , | Deixe o seu comentário

Incompleta

a vida é sempre por defeito
quão mais se vive mais se incompleta

2018-01-29

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Aforismos, Poesia | Tags , | Deixe o seu comentário

Dias nas pedras

hoje é um dia que nasce
igual
hoje é um dia que morre
um mais que desconto à vida
que a vida morre-se vivendo
e vivo
pelejo contra minha fome
de palavra que sobreviva

hoje é meu dia de sorte
da sorte que tem a morte
viver mais um dia comigo
e sei que todo o seu tempo
não mais é que meu tempo
em cada dia que vivo

e este dia passará
e novo dia será
e este dia será noite
e outra noite seria
amanhã
se eu fizesse
de outro um novo dia

só estas pedras são as pedras
onde me deito já não pedras
mas descanso dos sentidos
lápides já nem memórias
porque das memórias eu vivo

2017-12-31

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Poesia | Tags , , , , , , | Deixe o seu comentário

Incertezas

que há de ser entre as estrelas?
que cadência te sobrevive?
que palavra unges quando escreves?

nasces vento morres paz
tens intempéries no destino
encomendas da vida e da morte
sobre teu dorso de intentos
quem te vê sob sua nesga
não mais que inflexão de espelhos
escondendo o breu da sorte
sob o umbigo dos tempos

prisioneiro de um corpo incrédulo
em alma indecisa (aflita)
auto estimando incertezas
a cada pavio

que há de ser entre as estrelas?
que cadência te sobrevive?

2017-12-31

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Poesia | Tags , , , , , , , , | Deixe o seu comentário

Atrevimento

a trevo m’à sorte

2017-12-31

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Aforismos, Microcontos, Poesia | Tags , | Deixe o seu comentário

Memória de um fim anunciado

quando te vais
quando me vou
não chegam as palavras

perderam-se
e a espera é vazia
sem sombra do sentido
que por elas
e por nós havia

o tempo vagueia
tonto
como se nunca houvera
nos conhecido

só a memória se afoita
já sem tempo
para o resgate


como a palavra que ainda resta
e por que resiste
quando te vais
quando me vou
amor

2017-11-30

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Publicado em Poesia | Tags , , , , , , , , | Deixe o seu comentário