Ide

não se vive de temores
nem a penas de tormentas
sob a vertigem das correntes

morro todas as vezes
que o sexo nasce fogo
em tuas águas quentes

do que escolho nada espero
não só de sorte é meu norte
que me faz forte afinal

ide. em terra rasa de medos
ninguém faça de sua vida
apenas o seu funeral

2018-04-30

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Tempo incólume

todos somos efémeros
traços fugazes
entre o que é
antes
e depois
um tempo incólume

2018-04-30

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Quis

quis ler em ti o mais belo poema
toda a noite
em teus lábios de manhã

2018-04-30

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Passo pela poesia

passo pela poesia e decerto
te encontro à esquina de um verso
eu autor me revelo
pela palavra em ti e em mim

a esta luz
nunca perdi
estes poemas que lês
vês
não são meus
eu apenas os escrevi

2018-03-30

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Ego meu ego meu

é: meu papel
higiénico
vale mais que o teu
dá-me o brilho
quando o uso
sujo

minhas mãos tão de ouro
nada que façam
de tudo que outras fazem
qualquer tesouro

enjeito da vida sua premissa
maldito fim dos dias do fim
sou demasiado valioso
para a sua justiça

2018-03-30

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Termos

só temos (verdadeiramente) o que partilhamos

2018-03-29

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Nuvem

tu dizes chuva
eu digo chuva
quando a chuva cai
sobre a pedra
onde me sento
e meu coração dentro
que de pedra sai
tu passas
nuvem
eu passo
o tempo congelado
no momento
e se te fores
meu coração embora
nunca se vá
o gelo que fora
só vê do sol
os teus contornos
raiando o calor
da minha ilusão

2018-02-28

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Minha felicidade

minha felicidade
encontro quando te busco
por qualquer canto de mim
e descubro sem surpresa
o encanto sempre tido

florescência dos sentidos
de novos tempos havidos
tudo me dás de caminho
amor
sentindo me acho em ti

2018-02-28

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Desgoverno

há gente que se governa
enquanto
há gente que diz:governa

2018-02-27

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A rotina do amor

são passeios repetidos por onde passo
e a indiferença dos néons
ainda cintila por meus vãos
rotina de sempre
teus gestos lentos
meu arranha céus amor
de meu destino

há quanto tempo meu amor
estás sempre em campo
e carregas meus hábitos de não ter luas
nos escombros sombrios
de dias duros

há quantas ousadias atrás
deixaste as estrelas a sós
e enveredaste no rasto
de um abraço
teu traço das minhas rotas
sempre iguais

meu amor permanece
na dúvida das horas normais
no hábito que padece
segue
sequer espera
pelas auroras boreais

2018-01-29

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