Sob uma chuva de medos

cai a chuva
mas não lágrimas
no resguardo de meu braço
se choro rio ameaço
se rio desaguo medos
nos olhos de teus segredos
incertos de águas sãs
põe-se o sol
mas tu luzes
olhos cúmplices de tão meus

põe uma janela ao teu peito
aberta na tua mão
em teu seio nuvens de espanto
de estrelas na escuridão

voa
sólido teu chão
ante torrentes ou pranto
sobre voláteis dilemas
não pares
nem alises tuas asas
fá-las do corpo das penas

ouve
o tom sustenido
de meus dedos em romaria
por terras do meu poema
som da banda de dentro
tua pele em harmonia


teus olhos vão mais fundo
na cor real da fantasia

2013-10-30

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