A rotina do amor

são passeios repetidos por onde passo
e a indiferença dos néons
ainda cintila por meus vãos
rotina de sempre
teus gestos lentos
meu arranha céus amor
de meu destino

há quanto tempo meu amor
estás sempre em campo
e carregas meus hábitos de não ter luas
nos escombros sombrios
de dias duros

há quantas ousadias atrás
deixaste as estrelas a sós
e enveredaste no rasto
de um abraço
teu traço das minhas rotas
sempre iguais

meu amor permanece
na dúvida das horas normais
no hábito que padece
segue
sequer espera
pelas auroras boreais

2018-01-29

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