Memória de um fim anunciado

quando te vais
quando me vou
não chegam as palavras

perderam-se
e a espera é vazia
sem sombra do sentido
que por elas
e por nós havia

o tempo vagueia
tonto
como se nunca houvera
nos conhecido

só a memória se afoita
já sem tempo
para o resgate


como a palavra que ainda resta
e por que resiste
quando te vais
quando me vou
amor

2017-11-30

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Esta entrada foi publicada em Poesia com as tags , , , , , , , , . ligação permanente.