Que faço eu

que faço eu destes dias áridos
sem folhas sem manifestos
e o vento esquecido do teu perfume

que faço eu do meu lume
nestas fogueiras empertigadas
na ausência dos espíritos claros

que faço eu das noites ardidas
manhãs das horas tardias
e o sol deserdado do teu rosto

que faço eu do que preciso
nestas querelas disformes
na espera por desígnios raros

que faço eu se me habitam
saudades do teu sorriso
incólume às tempestades

2017-06-30

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Esta entrada foi publicada em Poesia com as tags , , , , , , , . ligação permanente.