Juízo a final

trago infernos que despontam
nos gumes de minhas lanças
a cada guerra de medos
em danças de fogo posto
em nome de tantos nomes
alheios ao nome que quis

há uma terra fumegante
que fenece sob os escombros de mim
uma refrega de nexos
bandeiras esfíngicas
que me extinguem à razão
de egos exaltados

ando sobre o esquecimento da água
em torrentes de trevas
de tempos sem tempo
para futuro nenhum

lavo minhas mãos erguidas
pela esperança no ar
meu sangue à deriva
quando tropeço no fundo

para que me apontas destino?
onde me chamas de luz?
nada que me digas eu sei
me faz reger o tempo
de querer em fé maior
calar bem alto a dor
sarar as feridas do vento

quero a pomba mais audaz
quero-a minha arma da paz

afinal o meu juízo é já
desde a pré-história do mundo

2016-05-30

Gostou? Partilhe!
  • Print
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Add to favorites
  • blogmarks
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Tumblr
Esta entrada foi publicada em Poesia com as tags , , , , , , , . ligação permanente.