Alegoria do tempo

sempre tão rápido
oh silvo que passas
sempre mais lento
para a vida de menos

sempre de partida
nunca de volta
já eras antes de anúncio
e serás depois de memória

não te desperdices
oh tempo
em sendas esquecidas
ou sequelas perdidas

sê vívido
fruto porquanto semeias
gérmen porque frutificas

és o tempo que dás
e a marca que ficas

2017-02-28

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Sopros dos tempos

há bandeiras flamejantes
em promessa
pela cura dos sonhos
nas piras dos credos

há tambores tonitruantes
em desespero
pelo paraíso
nas ruas dos medos

caem ventos de guerra
como chumbo

e eu sopro de mansinho
a palavra nua
na esperança de os deter

2017-02-28

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Bem disposto

de pé
depende
de lado a jeito
se me sento
sinto
por que me deito

2017-02-28

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Estrela da manhã

abraço em ti
a vontade de céu

2017-02-28

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Construtores

também somos as prisões que nos construímos

2017-02-28

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Numa relação

estou numa relação
com o destino
assaz conturbada
de natureza incerta
definitivamente indefinida
relação aberta
nem sempre querida nunca traída
nem pela morte ameaçada

chamo-o de meu
sem saber como
nem porquê
sem desvendar seus segredos
segredo-lhe os meus desvelos
cravo-lhe inteiros meus dedos
esporas da liberdade
onde o amor é incauto
e a alma se revê

amante das marés cheias
abraço sem horas vagas
o risco e os dilemas
de caminho sem fim
que cada passo mantém
assumo o nó em desafio
meu destino assim
e não desisto
cobro-lhe as algemas
finto-o que ainda vem
atrás de mim

2017-01-30

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Arte e manhas

não sei de ilusão maior
que a da arte
tentando toda a vida
verdadeiramente
enganar a morte

2017-01-29

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Mar e rosas

A vida é um mar indomável
sujeitando praias às suas marés
Onde estão as rosas?

2017-01-29

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Como as cerejas

sobram cerejas no meu peito
para contigo conversar

2017-01-29

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Objetivamente

A objetividade é a subjetividade mais comum

2017-01-29

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